
Nas primeiras hora da
madrugada desta terça-feira (17), devido a complicações de saúde, foi confirmado
o falecimento, aos 69 anos, da senhora Maria
das Graças dos Santos, a popular ‘Graça Preta’, filha do primaz pioneiro
Raimundo Rodrigues dos Santos, o Codó.
![]() |
| Adicionar legenda |
Depois do translado do corpo,
que foi liberado no Hospital de Pinheiro/MA, o rito funerário segue na Vila Celeste, na residência da professora e poetiza Cleonice Santos, filha de Dona Graça.
Muitas vezes requisitada por alunos das
escolas para narrar sobre os primeiros anos testemunhados pelo embrião da
cidade que foi o Povoado Tracuá (hoje a Sede Municipal), a “Dona Graça” foi uma
importante fonte oral dos eventos históricos do município, já que, no ano de 1959, a pioneira tinha apenas 9 anos e conviveu com muitos acontecimentos ao lado de
seu pai: o ‘Sr. Codó’ (Veja mais).
A partir das 7h. da manhã
desta quarta, o corpo será velado também na câmara municipal da cidade, donde
seguirá até o Cemitério Santa Luzia (Cemitério Central), às 10h.. "Dona Graça" deixa 6 filhos, 19 netos e 6 bisnetos. QUE A GUERREIRA DONA GRAÇA DESCANSE EM PAZ!
Segue o poema 'Fundação do Tracuá', elaborado com informações do perfil biográfico do "Sr. Codó", tendo estas sidos repassadas ao moderador deste blog pela filha "Dona Graça Preta" (Fonte: Recanto das Letras/Guather de Alencar - Link: https://www.recantodasletras.com.br/trovas/6454157:
(Minha homenagem a fundação da cidade de Santa Luzia do Paruá-MA)
Na década de cinquenta
sob o agir de um pioneiro
a terra bruta foi a prenda
dada em anos derradeiros
Era o refúgio dos libertos
onde algum tempo fez morada
a paz sedenta que ao certo
"Codó" feliz enamorava
As palhas seca de um ubim
índio, sapé e um roçado
eis o cenário de um motim
que se abateu nos deserdados
Sem reagir, o pioneiro
pediu as terras do Tracuá
e assim tornou-se o primeiro
por entre a prole Pacajá
Em São Luís tal boa nova
selada á voz de um posseiro
marcava em fins de cinquenta
futuro dado aos boiadeiros
Nasceu em paz nova semente
Orvalhecendo num clareiro
boa amizade e alguns presentes
fez triunfar o forasteiro
Terra de índio quase sempre
foi um refúgio de guerreiros
vemos nas almas descendentes
ainda a face dos primeiros
Quem viu aqui terras sedentas
onde se ergueu tantos celeiros
viu nos cercados mais recentes
provas de um mundo imperfeito
Sonhou “Codó” indiferente
mesmo diante de um morteiro
fazer um lugar que realmente
fosse o tal Divino Reino
Anos assim tão penitentes
fez reluzir em devaneio
o céu azul e transcendente
na devoção do pioneiro
E hoje a santa, sobriamente
luz neste mundo imperfeito
nomeia a terra que ainda sente
a esperança dos primeiros
De certo veio providente
um dito padre brasileiro
que viu nas posses inocentes
o limiar do Santo Reino
Pois, se impondo independente
aquele vale por inteiro
reproduziu em seus valentes
o venho sonho pioneiro
Como negar neste presente
este perfil de lugarejo
onde a fonte descendente
deu alma a prole derradeira?!
Segue o poema 'Fundação do Tracuá', elaborado com informações do perfil biográfico do "Sr. Codó", tendo estas sidos repassadas ao moderador deste blog pela filha "Dona Graça Preta" (Fonte: Recanto das Letras/Guather de Alencar - Link: https://www.recantodasletras.com.br/trovas/6454157:
(Minha homenagem a fundação da cidade de Santa Luzia do Paruá-MA)
Na década de cinquenta
sob o agir de um pioneiro
a terra bruta foi a prenda
dada em anos derradeiros
Era o refúgio dos libertos
onde algum tempo fez morada
a paz sedenta que ao certo
"Codó" feliz enamorava
As palhas seca de um ubim
índio, sapé e um roçado
eis o cenário de um motim
que se abateu nos deserdados
Sem reagir, o pioneiro
pediu as terras do Tracuá
e assim tornou-se o primeiro
por entre a prole Pacajá
Em São Luís tal boa nova
selada á voz de um posseiro
marcava em fins de cinquenta
futuro dado aos boiadeiros
Nasceu em paz nova semente
Orvalhecendo num clareiro
boa amizade e alguns presentes
fez triunfar o forasteiro
Terra de índio quase sempre
foi um refúgio de guerreiros
vemos nas almas descendentes
ainda a face dos primeiros
Quem viu aqui terras sedentas
onde se ergueu tantos celeiros
viu nos cercados mais recentes
provas de um mundo imperfeito
Sonhou “Codó” indiferente
mesmo diante de um morteiro
fazer um lugar que realmente
fosse o tal Divino Reino
Anos assim tão penitentes
fez reluzir em devaneio
o céu azul e transcendente
na devoção do pioneiro
E hoje a santa, sobriamente
luz neste mundo imperfeito
nomeia a terra que ainda sente
a esperança dos primeiros
De certo veio providente
um dito padre brasileiro
que viu nas posses inocentes
o limiar do Santo Reino
Pois, se impondo independente
aquele vale por inteiro
reproduziu em seus valentes
o venho sonho pioneiro
Como negar neste presente
este perfil de lugarejo
onde a fonte descendente
deu alma a prole derradeira?!

