No dia da eleição para presidente da república em segundo turno, a Associação
Terra Indígena Xingu (ATIX), que representa 16 povos do território indígena
xingu, declarou, não reconhecer o apoio ao então candidato à Presidência pelo
PSL, Jair Bolsonaro.
Em nota pública, a entidade esclareceu que Ysani Kalapalo, indígena que
visitou o presidenciável declarou o apoio ao candidato, mas o fez sem
representar legalmente os 16 povos xinguanos. Yansini mora em Embu das Artes-SP e segundo a nota, a indígena não foi autorizada a representar o povo indígena do Xingu. Em vídeo que não tivemos acesso, Ysani se disse irmão de um dos caciques.
“Ela sempre foi a principal atrapalhadora do movimento indígena, como
‘isca parlamentar espiã’. Repudiamos a falsa representação, esclarecendo para o
movimento indígena nacional e internacional”, disse a entidade no comunicado
divulgado em suas redes sociais.
A ATIX chama Bolsonaro de “anti-humano” e questiona a
constitucionalidade de suas propostas quanto aos direitos indígenas.
“Tendo reconhecido pensamento inconstitucional de candidato sr. Bolsonaro requer
acabar com 129 processos de demarcação de terras indígenas no país. Parentes da União
das Nações Indígenas (UNI) estamos juntos para resistir tudo que vier atacar
nossa existência”, ressalta a entidade. O esclarecimento também foi feito pelo
cacique Tafukumã Kalapalo, em vídeo publicado no YouTube.
